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Os gêmeos do Popol Vuh. Jorge Luján. Trad. Heitor Ferraz Mello. Edições SM. 

O Popol Vuh é um texto abrangente e belamente construído, e pode ser interpretado, de forma mais ampla, como referência para a cosmogonia do continente americano.
As histórias contam como os semideuses gêmeos Han Ah Pu e X Balam Ke, encarregados de exterminar os três soberbos Vuqub Kaqix, Cipacna e Kaab r Aqan daquele mundo, superaram uma longa série de lutas contras as divindades das trevas, contando para tanto com o auxílio dos animais como seus aliados. A harmoniosa relação entre o homem e a natureza perpassa toda a saga. Uma ilustração desse vínculo é a gradual metamorfose pela qual passam os irmãos. Após o sacrifício, quando são queimados, seus ossos moídos são dispersos por vales e riachos. Ao tocarem o fundo do rio, os ossos moídos se transformam em dois belos jovens novamente que trazem nitidamente impressos nas feições a identidade e o destino. Ao mesmo tempo, na superfície da Terra o milho, planta associada à origem da civilização, germinou em forma de dois pés viçosos.
As ilustrações de Rojas têm cores luminosas, os traços dos desenhos revelam e ilustram a narrativa escrita sem no entanto tudo desvendar, deixando em suas misteriosas inscrições muito espaço para a imaginação.

Maria Aparecida Barbosa

 

SUGESTÕES DE LEITURA DA BARCA DOS LIVROS
Bilo - Caco Galhardo
  Cavaleiro do dragão, O - Cornélia Funke
  Diferente como Chanel - Elizabeth Mathews
  Era no tempo do rei - Ruy Castro
  Invenção do mundo pelo Deus-curumim, A - Braulio Tavares
  Kafka e a boneca viajante - Jordi Sirra i Fabra
  Leonardo e a invenção mortal - J. Harris
  Menino alquimista, O - Juarez Nogueira
  Pippi Meialonga - Astrid Lindgren
  Sete histórias para contar - Adriana Falcão
  Sr. Pip - Lloyd Jones